sábado, 24 de dezembro de 2016

Estatística...

O pensamento matemático e eu temos uma divergência desconexa que não sei explicar. É tipo aquela parte do cérebro que não trabalha, não porque não pode, mas pura e simplesmente nunca pensámos existir... E depois é como ir ao ginásio um dia e descobrir músculos novos que nunca imaginámos ter... Claro que o cérebro não é um músculo e eu também não encontrei a epifania na "estatística", e ainda assim consigo fazer conexões novas que dão um sentido mais objectivo e palavras diferentes ao que penso. 
A melhor definição de natal encontrei-a ontem numa aula de Excel:
"O Natal é uma frequência absoluta acumulada em que o último valor é sempre igual à amostra."  
No Natal olhamos com mais consciência e gratidão para tudo, os desvios padrão, variâncias ou modas assumem-se como parte integrante da amostra que somos.
E por mim nesta (e em todas) sou profundamente grata a tudo o que todos somaram e subtraíram, na minha vida. 
Os votos de boas festas multiplicados e divididos podem não ser eficazes, originais ou surpreendentes e ainda assim, sendo verdadeiros e sentidos, dão voz ao coração e confortam cada um que os escreve com a gratidão e o amor do tanto bem recebido no fim de cada ciclo. Escreve-los é um acto pessoal e egocêntrico, não os partilhar é um sobranceiro acto de egoísmo.
A todos os "natais" que me trouxeram até aqui, a todas as pessoas que os habitaram e me habitam, a todos os doces e amargos que fizeram da minha mesa um manjar de deuses, a tudo o que brilha por dentro e por fora eu tenho a dizer que vos sinto presentes e sou profundamente grata por isso. 
Abraço forte, demorado e cheio de amor!

Feliz Natal para o mundo... o meu mundo, o teu mundo e todos os mundos e dimensões que desconheço e me surpreendem tal como a matemática.


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