segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Caos...

Aprendo muito com os cheiros, a luz, a humidade e o caos da floresta.
A natureza é uma grande escola...
O que me surpreende é que não é a "casa" arrumada, limpa e ordenada que todos os dias busco, ou a visão minimalista com que habituei os olhos ao belo.
As lianas que se unem para "derrubar" aquela que as acolhe, e é maior que elas, que parecendo mais forte, sucumbe ao peso de quem acolheu com generosidade.
A luz que é roubada pelos mais fortes e grandes, aos mais pequenos e frágeis.
Aqui também o sentido de justiça é diferente do que imagino como certo.
A floresta é caótica, aleatória e cheia de contradições. Não é um jardim renascentista, é a possibilidade de renascer do caos e isso toca-me tão fundo que me apetece abraçar os troncos que apodrecem no meu caminho... As florestas sem caminhos são um mistério que quero percorrer dentro de mim. Sem medo de me perder. Sem idealizações.

Em sonhos imagino-me a abandonar as florestas das árvores do "bem e do mal" e encontrar mais à frente as árvores da vida, que se envolvem, morrem e nascem, nascem e morrem no/do caos a que pertenço.





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